Ela era...

amoras ácidas

   ''Ela sempre foi o tipo de menina auto suficiente, porém nada auto confiante. Sempre foi muito insegura. Sempre acreditou muito nas palavras, mas acreditava no segundo em que elas eram ditas, e desacreditava alguns milésimos depois. Tinha sede por mudanças, talvez fosse a ansiedade, e coitado do seus longos fios de cabelo, era sempre o cobaia, passando por loucas mudanças. Seu cabelo já teve as mais diferentes cores, desde o castanho ao loiro, azul, rosa, roxo e sempre depois de umas lavagens ficava lá uma cor diferente, o tão conhecido desbotado.

   Sonhava alto, e acreditava nos sonhos das outras pessoas como se fosse o seu.

  Se você pensa que conhece alguém confusa, é porque nunca a conheceu, tinha um jeito de falar engraçado, mudava os tons de voz em uma unica frase, do grave ao agudo. Em um momento estava chorando de rir, e no outro estava chorando de verdade, por conta de alguma ferida no coração.

   Nunca gostou de expor seus sentimentos, mas nunca conseguiu não expor. Não é nada fleumática e suas expressões a entregam em segundos. Nunca gostou disso, porém nunca conseguiu fazer algo para mudar. Resolveu aceitar, não aceitando.

   Teve muitas crises de identidade. Teve medo do futuro, e até mesmo do presente. Não conseguiu apagar o passado, tão nova e cheia de cicatrizes mal curadas, pessoas escondem histórias, e ela não é diferente, não nesse quesito.

   Um tanto melancólica, chora fácil, de emoção e tristeza, tem o coração frágil, é cativada fácil, cativa fácil, e se sente responsável por aquilo.

    Sanguínea arretada tem riso frouxo, e é responsável por muitos sorrisos que as pessoas ao seu redor dão por ai, não é forçada, é espontânea, muitas vezes taxada de louca. Mas lá se foi o tempo em que se importava, gostava e assumia ser louca mesmo! Os loucos são os mais felizes.

   Era daquelas garotas que não se apaixonavam por qualquer um, mal se apaixonava, mas se isso de fato acontecesse, sabia que estava perdida, pois nada com ela era meio, ou era oito ou era oitenta, intensa demais pra ser sete e meio ou setenta e cinco, eis aqui um grande problema.

   Sempre foi uma boa garota, inspirava e expirava música, palavras e momentos congelados, que intitulam de fotografia. Amava Jesus, e acreditava de todo o seu ser que Ele era o seu único salvador. As pessoas conseguiam ver a luz de Deus nela, e se tinham duvidas sobre a existência dEle, deixava a matraca falar por apenas cinco minutos que logo mudava de opinião. Ela tinha um jeito único de falar do amor de Deus.

   Ela era meio assim, meio acolá, meio confusa, meio louca, meio arretada mesmo sendo lá de catarina. Ela era ela, e isso que a tornava tão ela.''    Lare Figueiredo.

   Li esse texto no blog Girls Machine e não pude deixar só na memória. É um texto que descreve a autora do blog mas também descreve milhares de outras garotas, inclusive eu. 

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Comentários

1 comentários:

  1. Que texto bem meio a boca, mas até que da pro gasto né? hahahah Muito legal saber que você se identificou com ele... Obrigada viu? <3

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